segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Estou brava...

http://3.bp.blogspot.com/-qQSAx-wmFRw/Tilk3XEP1-I/AAAAAAAAijc/N5bAnmAMfBA/s1600/cadeirante.jpgOlha essa imagem e se coloque no lugar.
É assim que me sinto quando me deparo com escadas.

Estou com raiva e quero aproveitar pra escrever justamente agora, assim coloco tudo que esta engasgada.
É que eu sou assim; passa o tempo e logo me acalmo, mas dessa vez não quero me acalmar quero deixar registrado a decepção que estou sentindo com o mundo.
Fui ao oftalmologista, e como sempre aviso a quem me atende pelo telefone que sou deficiente, posso ate não estar sempre numa cadeira de rodas, mas quando estou de muleta me sinto mais deficiente ainda.
Tenho dificuldade, melhor não consigo mesmo subir um mísero degrau, então tenho que pensar muito aonde vou.
Quando saio sozinha para ir ao medico é mais fácil ir de muleta afinal não dirijo e não é ninguém da família ou  algum amigo que me leva e sim vou mesmo de taxi comum.
Como disse hoje fui ao oftalmo, o mesmo que quando marquei avisei que era def. Chegando lá senti uma dor enorme, inexplicável,uma vontade de gritar, de chorar, me senti humilhada.
Vi uma escadaria a minha frente. Isso mesmo, para muitos pode não ser uma escadaria mas pra mim era.
Desci do taxi, andei de um lado pro outro na frente do prédio e rampas por lá nada. Pensei comigo, de repente tem alguma rampa escondidinha, coisa que também acho o cúmulo, acho inadmissível entrar pelos fundos como se tivesse feito algo errado, mas estava torcendo para ter essa rampa.
Com muita dificuldade me encostei na mureta e liguei para o consultório, relatando que estava na calçado sem conseguir subir e se tinha alguma solução.
A solução proposta foi que desse a volta (no outro lado) no quarteirão e ao fundo do prédio teria uma estacionamento e descesse  a rampa e lá teria um elevador. Mas teria que esperar ela desocupar para poder abrir o portão pra  mim.
Já estava super nervosa, não ia me sujeitar a tudo isso, além é claro que eu de muleta não consigo andar muito, somente poucos metros. Não sou mal humorada muito pelo contrario, mas dessa vez perdi as estribeiras e perguntei se ela sabe o que acessibilidade, pois quando marquei perguntei se era acessível e ela falou que sim.
Será que ela respondeu sabendo o que era isso  ou respondeu por responder para não dar uma de ignorante não quis perguntar do que estava falando.
Gente se vocês não sabe o que é perguntem. Eu adoraria explicar sobre o assunto. O pior ignorante é aquele que não quer saber e ainda faz de conta que sabe.
Sou muito clara ao telefone sempre que marco médicos e  acho que tenho que ser. Ate quando vou à casa de amigos não me sinto avexada e pergunto.
Não tenho vergonha do meu estado, e se Deus permitiu que eu vivesse dessa maneira tenho que vestir a camisa e lutar pelos meus direitos. Hoje meu direito é a ACESSILIDADE.
Pronto, desabafei.

Ah o endereço onde estive é Av: Conselheiro Carrão, 2300.

2 comentários:

  1. Oi Márcia!!!
    Me aborreci junto com vc! É como se isso tivesse acontecido comigo! E, na verdade, com certeza ainda vai acontecer! Infelizmente!
    Acho que vc deveria entrar em contato com o médico responsável pelo consultório e fazer uma reclamação formal. Os funcionários precisam ser instruídos a esse respeito para que não cometam esse erro lamentável novamente! Isso é um desrespeito muito grande!
    Estou indignada!!! Até quando ainda vamos ter que passar por isso???
    Um beijo, querida! E fique bem!

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  2. Ha ñ!!!!!!!!! Eu estou aqui revoltado como seu desabafo, eu fico possesso quando escuto casos como esse que a minha amiga passou. E uma vergonha ver pessoas despreparadas; que não se preocupam com a inclusão e acessibilidade, afinal de contas sempre pode aparecer um cliente cadeirante, né? Lembrando também que não é só para cadeirante a necessidade de locais adaptados, há pessoas idosas e outras que tem dificuldade de locomoção.

    Mas bola pra frente vc ñ foi a 1° e nem será a ultima!!!

    Força.........um abç.

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