quarta-feira, 27 de julho de 2011

De mulher pra mulher...


 
Sei que hoje já e quarta feira, mas quero contar pra vocês como foi meu final de semana.
Como tenho uma cirurgia prevista, precisava sair para comprar umas camisolas e pijamas. Tai uma coisa que uso muito e acaba ficando muito surradinha rapidinho.
Lembrei de uma loja grande onde seria mais fácil escolher o que queria. Lá fui eu...
Minha norinha (super Jack) e meu filho me levaram ao shopping Aricanduva.  Chegando, encontrei uma vaga rapidinho. Lá tem algumas vagas que são fechadas caso contrário tenho certeza que não seria tão fácil assim.
Lá fomos nós diretos a loja que planejei: Lojas Marisa, esse é o nome da loja onde passei muito nervoso.
Escolhi tudo o que queria e fui para o provador. Chegando lá avisei a moça que estava à porta que iria ao provador de deficiente e ela simplesmente olhou pra mim e disse: Impossível, o provador esta ocupado.
Logo perguntei se tinha gente usando, se fosse isso esperaria sem problema algum. E ela continuou: Todo o nosso estoque está lá dentro.
Nem deu tempo deu falar nada a super Jack já foi falando: Desocupe agora por favor que estamos entrando e foi conduzindo minha cadeira para dentro.
Sei que foi uma correria danada. Todas resmungando em  coro, foram empurrando aquelas enormes caixas pelo corredor e com isso causando uma enorme fila do lado de fora, pois não ficou ninguém atendendo na porta do provador.
O que será que aquela moça esperava que fizéssemos: talvez virar as costas e ir para minha casa, ou será que ela achava  que nos outros provadores coubesse  uma cadeira de rodas  e ainda tivesse  espaços para todas as manobras  que necessitamos para provar roupas.
Provar roupa em shopping já é uma tortura para quem tem alguma necessidade especial e ainda encontramos pessoas despreparadas  e sem educação.
Enquanto estava no provador, escutava o zunzum do falatório que nós estávamos erradas em pedir para desocupar o provador e que elas não tinham autorização pra tirar o estoque de lá.
Será que o erro é nosso?
Sei que se voltasse lá depois de meia hora o estoque estaria dentro do provador novamente. O que ainda não falei é que não foi a primeira vez que isso aconteceu nessa loja comigo.
Depois disso fui ao caixa. Lógico que tenho prioridade , assim como os idosos , mães com crianças de colo e mulheres grávidas. O que presenciei foi uma falta de respeito e esses que teriam prioridades estavam lá até passando mal de tanto esperar.  Para fazermos o teste, minha nora foi pra fila comum enquanto fiquei na prioritária e adivinha o que aconteceu; ela chegou ao caixa antes de mim e logo foi dizendo: - Não tenho nada pra passar no caixa só quero mostrar para vocês que estão trabalhando de forma errada.
Com isso o caixa foi logo me chamando para ir ate lá, mas não era isso que queria, falei para a primeira que estava na minha fila ir. Queria ver minha fila andar...
Lógico que antes de ir embora fui fazer uma reclamação formal, mas deixei claro que estava reclamando da falta de orientação que aquelas funcionárias estavam tendo. Não adianta ter um livro “Direito do Consumidor” em cima do balcão e não segui-lo.
Não posso ficar no meu casulo cada vez que deparo com esse tipo de coisas injustas e muitas vezes  desumanas, pelo contrário,  nessas horas tenho que erguer a cabeça e reclamar mesmo,  exigir o que me é de direito e principalmente exigir RESPEITO. Não quero resolver os meus problemas, quero ser respeitada como cidadã.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Meu domingo foi especial!

 



Essa semana aconteceu coisas boas.
Desde sábado estava aqui em casa meu afilhado Gustavo, que veio passar alguns dias comigo. Ele esta com 14 anos e é super carinhoso.
No domingo amanheci com muita dor, ate tentei ficar na cozinha, mas não consegui, então foi meu maridão que fez o almoço; Uma macarronada maravilhosa, frango assado e de panela também.
Minha família toda reunida e isso agradeço a Deus. Sentamos ao redor da mesa: eu, meu maridão, meu afilhado meus dois filhos e minhas norinhas. Todos riram muito e fizemos que esse momento fosse valorizado agradecendo a Deus por tudo e todos.
Depois do almoço minhas norinhas e filhos trataram de deixar minha cozinha limpinha.
Passado poucas horas me deu vontade de ir para a cozinha preparar um bolo. Sabe que ate mesmo para eu conseguir fazer um bolo também tem um ritual, kkkk Preciso de ajuda para pegar os ingredientes e vasilhas que normalmente ficam num lugar alto do meu armário.
Arrumei meus ingredientes na bancada, peguei o liquidificador e comecei a fazer um bolo de laranja. Gosto de fazer esse bolo, pois não precisa de batedeira. Na minha cozinha tenho um banquinho alto que serve para fazermos refeições na bancada de divisão da cozinha pra sala e é nele que sento quando vou preparar algo para comer também. Sentei lá e mãos a obra. Quando tudo parecia estar chegando ao fim, cadê o fermento? Meu marido precisou sair correndo ate a padaria (mais de dois quarteirões) para comprar. Enfim o bolo foi ao formo!!!
Mal tiramos o bolo do forno meu irmão e sua família chegaram  aqui em casa. A gente procura se ver toda semana. Quando eles não vêm em casa nós e que vamos à deles.
Papeamos muito, falamos sobre projetos e sonhos. Depois é lógico acabamos em volta da mesa tomando um belo café da tarde de domingo.
Sei que muitos vão achar estranho mas não posso deixar de contar que no próprio domingo fui ao banheiro, isto mesmo, fui ao banheiro, kkkkk
Meu intestino não funciona sozinho, tenho que fazer enema todos os dias, mas no domingo algo aconteceu diferente: Fui ao banheiro fazer número um (como me ensinou uma amiguinha, filha da Fabí) e de repente aconteceu o numero dois,kkkk Não senti, simplesmente saiu... Contei de imediato pra meu marido e ele veio todo sorridente me dar um beijo e dar os parabéns. Comecei a rir, a cena ficou parecendo coisa que criança consegue fazer pela primeira vez e os pais enchem os filhos de beijos e dão parabéns. São conquistas e isso é bom demais.
Mas não sei se isso é bom sinal ou não. Ainda não falei com meu médico. A principio fiquei super feliz afinal enema é muito humilhante. (Pra quem não sabe meu intestino não funciona a alguns meses então tenho que fazer enema todos os dias). Mas só foi no domingo, estou sem fazer enema ate agora terça as 17:00h  para ver se algo mudou e ate agora nadinha. Sei que não posso demorar muito tempo caso contrário pode causar complicações...
Na hora que meu irmão e família estavam indo embora lembraram de elogiar o bolo,kkkk Não disse que fizeram que me sentissem como criança quando esta começando a realizar tarefas sozinhas e enfrentar obstáculos que para alguns nem percebem que para outros são gigantescos.
Agradeço a Deus pelas minhas dores, pela minha família e amigos que percebem  não o meu sofrimento e sim as minhas conquistas.
Beijos a todos.

sábado, 16 de julho de 2011

o dia esta lindo mesmo?


Sabe aqueles dias que vc acorda com o peito doendo de tristeza. É assim que estou hoje.
O dia esta lindo!
 Um sol que ilumina tudo... Dia perfeito pra sair, caminhar, ir ao clube e tantos outros lugares. O dia convida...
Não posso fazer nada disso. Estou só e não é figurativo. Cada um aqui de casa tem seus compromissos, coisa que deve ser, e eu estou com aquela sensação que a vida esta passando diante dos meus olhos e fico paralisada.
É muito difícil ficar abalada, mas hoje estou... Não estou triste por cada um cuidar da sua vida estou triste por não conseguir cuidar da minha...
Sinto-me pior fisicamente... Cada dia que passa perco mais a força dos membros inferiores. Ainda reluto de ir à cadeira de rodas. Só consigo sentar numa quando vou ao shopping ou parque, então ando me arrastando, apoiada de fato, numa muleta canadense.
Fiquei pensando o que faria se não estive lesada (esse é o termo que um blogueiro usa para deficiente e eu gostei -http://serlesado.com.br/?page_id=2). Com certeza não estaria dentro de casa enfrente ao PC. Sempre gostei de parques, olhar o verde, respirar... hoje vou pouco . Quando vou sair preciso de toda uma preparação e alguém com os bracinhos bons para me empurrar de lá pra cá. Não sou ágil na cadeira, talvez seja falta de prática e também já percebi que quando forço um pouco mais sinto mais dores e preciso aumentar a dose do remédio...
Essa semana para ajudar nessa minha angustia fui a alguns médicos. Aquele exame de liquor que fiz não deu nada, isto é, pequenas alterações que foram associadas à defesa por eu ter um tumor que esta pressionando minha medula. Agora vou fazer alguns exames pré-operatórios, isto mesmo, mais uma cirurgia de grande complexidade. Dessa vez vai ser com Onco e Neuro juntos... Vamos tentar tirar a maior parte do tumor para só assim conseguir fazer radioterapia. Não posso fazer a Radio antes senão o tumor endurece e pode complicar a situação já que o se espalhou entre as vértebras da coluna, enquanto isso tomei e ainda tomo corticóides e metadona.
 Vai ser em agosto. Sei que é arriscado, mas sei também que é necessário. Não estamos esperando que eu volte a andar e sim que alivie minhas dores que são muitas. Esse tumor que tenho é de origem infecciosa e não para de crescer. Ele surgiu no auge da minha infecção de duas super bactéria que contrai num hospital elitizado de São Paulo Depois de cinco biopsias o resultados foram : benigno e inconclusivo. Por ser inconclusivo não tenho como fazer a quimioterapia e isso atrapalha um pouco o tratamento.
Vai ser a quarta cirurgia em menos de um ano. Não tenho medo de nenhuma cirurgia, sou uma pessoa de muita fé e essas coisas não me amedronta, mas fico tensa, pois estou com “síndrome hospital”. Me apavora só de pensar em ficar internada e enquanto estou dentro do hospital não consigo comer e nem  beber nada.
Sei que parece doideira, eu mesma nunca tinha ouvido falar nisso ate que fui diagnosticada em dezembro. É uma coisa muito estranha que a pessoa não sente fome nem sede e sabe que tem que se alimentar e hidratar, mas não consegue. Chego a chorar encima do prato de comida, mas não consigo reagir. E assim que chego a minha casa me alimento normalmente como se nada tivesse acontecido. A cabeça da gente é um mistério...
Bom o que me resta num dia ensolarado como esse é sentar e continuar vendo a vida passar pela janela do meu quarto e rezando muito para que Deus continue me dando fortaleza e sabedoria para que consiga suportar mais uma etapa da vida.

imagem: http://2.bp.blogspot.com/_E2VpMKxrA80/SQt9oVc3_oI/AAAAAAAABiM/9jhwYtjMm-0/s1600/janela.jpg

terça-feira, 12 de julho de 2011

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL

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Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos
dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo
carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão,
intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo,
vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.


Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não
aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MPF arquiva processo sobre livro com "nós pega"



Obra distribuída pelo MEC causou polêmica por defender erros de concordância na fala

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou no dia 22 de junho o inquérito civil instaurado contra o Ministério da Educação (MEC) para apurar irregularidades na distribuição para turmas de jovens e adultos do livro didático Por uma vida melhor.
O livro causou polêmica porque tem frases com erro de concordância em uma lição que apresenta a diferença da norma culta e a falada. No texto, a autora da obra defende que os alunos podem falar de “jeito errado”, mas devem atentar para o uso da norma culta, cujas regras precisam ser dominadas.
A revelação dos trechos foi feita pelo iG. Em um capítulo chamado "Escrever é diferente de falar", os autores afirmam que é possível dizer que “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” e que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
De acordo com o procurador da República no Distrito Federal Peterson de Paula Pereira, “não há elementos plausíveis indicativos de que o livro Por uma vida melhor esteja a propagar o ensino errado da língua portuguesa”.
Cerca de 484 mil exemplares da obra foram distribuídos. Desde o início da polêmica, o MEC se negou a recolher o material sob o argumento de que eles não estavam incorretos, mas apresentam o debate sobre as variações linguísticas.
A Academia Brasileira de Letras (ABL) condenou a posição da autora e criticou o MEC por defender o livro. Por causa da polêmica, o ministro Fernando Haddad foi convocado ao Senado para explicar a questão e foi criticado pela oposição.
No pedido de arquivamento do caso, ele defende que a discussão sobre o livro na mídia transmitiu “a ideia de que o livro pudesse ensinar a língua portuguesa de modo errado aos estudantes, quando, na verdade, o Ministério da Educação propôs à sociedade a introdução e reflexão acerca da linguística”.
O procurador argumentou que “o estudo do comportamento da língua, pelo contrário, reafirma o papel social do Estado em fomentar o respeito à dignidade da pessoa humana e afastar preconceitos, entre os quais o linguístico, que, como comprovado pelas recentes publicações jornalísticas, infelizmente ainda existe no nosso meio”.
* Com Agência Bras

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/mpf+arquiva+processo+sobre+livro+com+nos+pega/n1597063165070.html

terça-feira, 5 de julho de 2011

Estado tem 36 casos de infecção hospitalar por dia




Redação do Gterra, 16/10/2010 às 11h47min

Para especialistas, a situação preocupa, pois não há hospital com taxa zero do problema.

 

 

Foto: R7 Estado tem 36 casos de infecção hospitalar por dia

Os hospitais-gerais do Estado de São Paulo registraram em 2009 uma média de 36 casos de infecção hospitalar por dia, provocados por diferentes micro-organismos, segundo levantamento do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do governo estadual. A ausência de parâmetros para as notificações no país impede uma comparação com outros Estados - o sistema paulista de controle é considerado um dos mais avançados.

O resultado de 13.203 pacientes no ano considera apenas casos positivos após hemocultura (exame de sangue para identificação da causa de infecções) realizada em pacientes de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) e de Unidades Coronarianas para adultos. E traz dados de apenas uma parte dos hospitais-gerais - públicos e privados - que coletaram e relataram à Vigilância Epidemiológica informações sobre os exames.

Apesar da melhora nos últimos anos, de 823 hospitais com critério para notificar infecções hospitalares em São Paulo, 17% não repassaram nenhum dado para o centro de vigilância - índice semelhante ao de 2008, de 18%. Para especialistas, a situação preocupa, pois não há hospital com taxa zero do problema. Não se submeter ao controle é sinal de falha na qualidade dos serviços oferecidos.

Fonte: http://www.gterra.com.br/saude/estado-tem-36-casos-de-infeccao-hospitalar-por-dia-34602.html

segunda-feira, 4 de julho de 2011

São Paulo proíbe uso de jaleco fora do hospital

Médicos que desrespeitarem a lei estarão sujeitos a pagar multa de 174,50 reais

Natalia Cuminale
Governo de São Paulo vetou o uso de jaleco fora do ambiente de trabalho 

Governo de São Paulo vetou o uso de jaleco fora do ambiente de trabalho (Thinkstock)
 
"Não há nenhuma evidência de que a roupa do médico seja um fator de infecção hospitalar ." - Hélio Arthur Bacha, presidente do departamento de infectologia da Associação Paulista de Medicina


Em São Paulo, os médicos estão proibidos de usar jaleco fora do ambiente de trabalho. Quem desrespeitar a lei estadual, publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado, está sujeito à multa de 174,50 reais. O valor dobra em caso de reincidência. O objetivo é impedir que os jalecos sirvam de fonte e veículo de transmissão de micro-organismos.

Mas as chances de se tornar “letra morta” são grandes. Ainda não está definido quais são as formas de fiscalização e de aplicação da multa. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, por enquanto, a infração à legislação não terá efeito punitivo. A Secretaria ainda afirma que será realizada uma campanha de conscientização e adesão à lei.

Estudo — Uma pesquisa publicada em setembro do ano passado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) mostrou a presença maciça de bactérias em jalecos médicos. Foram analisados, por duas pesquisadoras, 48 alunos que utilizavam jaleco. Os resultados foram alarmantes: 95,8% estavam contaminados. Entre as bactérias encontradas, havia a Staphylococcus aureus, principal responsável pelas infecções hospitalares.

Segundo o estudo, mangas e bolsos são as áreas mais contaminadas. O estudo ainda levou em consideração a diferença entre o dia da semana. Segundo o levantamento, os jalecos apresentavam maior quantidade de micro-organismos na quinta-feira do que na segunda – o que indica que os médicos utilizam a peça mais de uma vez sem lavar. Os pesquisadores acrescentam que os micro-organismos podem sobreviver entre 10 e 98 dias em tecidos encontrados em hospitais, como algodão e poliéster.

Maria Elisa Zuliani Maluf, coordenadora da pesquisa e professora titular de Microbiologia da PUC-SP, afirma que outros materiais utilizados por médicos também estão contaminados. Um estudo mostrou que 90% dos estetoscópios, utilizado para auscultar o coração, estavam contaminados. Outra pesquisa indicou que os aparelhos celulares dos médicos possuíam mais bactérias do que os celulares do restante da população. "O uso do jaleco é uma questão de conscientização e de bom senso. É preciso evitar a banalização dessa vestimenta e manter a higienização", afirma.

A pesquisadora explica que o jaleco é considerado um equipamento de proteção individual (EPI), que tem como finalidade de proteger o médico e outros profissionais da área de medicina contra uma eventual contaminação pelo paciente.

Na medicina, o avental branco é utilizado há pelo menos 100 anos. Ele funciona como um símbolo de respeito, status e diferenciação entre o médico e o paciente. No passado, os cirurgiões usavam aventais. Quanto mais sujos com sangue, maior era o prestigio entre os colegas. Uma pesquisa realizada pelo Royal Free Hospital em 2004, em Londres, mostrou que a maioria dos pacientes prefere que os médicos utilizem jalecos.

Repercussão — Para Hélio Arthur Bacha, presidente do departamento de infectologia da Associação Paulista de Medicina, essa lei não traz nenhum benefício e é antieducativa. "Estamos discutindo paradigmas da infecção hospitalar. Uma coisa é a prescrição de antibióticos irresponsavelmente e o impacto disso no tipo de tratamento de um paciente. Mas não há nenhuma evidência de que a roupa do médico seja um fator de infecção hospitalar em áreas onde não há restrição", diz.

Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), concorda que não há comprovação de causa e efeito. "Se fosse assim, o médico ficaria doente, o familiar do médico também ficaria mais doente que a população geral", sugere. "Mais importante do que criar uma lei como essa, é fazer uma campanha para que os médicos lavem as mãos. Elas sim são as principais transmissoras de bactérias", afirma Júnior.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/sao-paulo-proibe-uso-de-jaleco-fora-do-hospital

Publicado dia 10/06/2011 - 22:06
(Percebo que estão dando tiros no escuro. A Infecção Hospitalar esta descontrolada e na maioria das vezes camufladas como se fossem outras doenças que o paciente tem e não sabia.
Já se sabe que o ato de lavar as mãos antes de qualquer procedimento médico é uma forma de se evitar a IH, mas não adianta profissionais da saude deixar de usar o Jaleco fora do ambiente hospitalar e continuarem sendo negligentes no ato de lavar as mãos e seus equipamentos. Essa é minha opinião, )

Carta de despedida


Sei que já faz alguns poucos meses mas quero compartilhar com todos que me seguem a carta que escreví de despedida para a minha comunidade onde exercia o Ministerio da Sagrada Eucaristia.

07 de maio de 2011
Tristeza e felicidade se misturam nessa minha decisão a que venho comunicar.
Sou grata primeiramente a Deus por ter me dado o privilégio de ser Ministro extraordinário da comunhão por tantos anos. Cresci muito como humana e espiritualmente enquanto exerci esse ministério. Vou levar por toda a minha vida todo o meu aprendizado e nunca serei egoísta e não guardarei estes só para mim, sou e continuarei a ser anunciante da Palavra seja  por som e principalmente por gestos e comportamentos. Tenho absoluta certeza que foi essa minha caminhada que me fortaleceu para que enfrentasse toda a turbulência que passei e que às vezes ainda passo. Em nenhum momento me desesperei, fazendo com que pessoas ao meu redor aprendessem com meu exemplo que ter Fé é acreditar e se colocar no colo de Jesus, foi e é isso que faço todos os dias de minha vida.  
Sou grata pelo convite que recebi a alguns anos feitos pelo Padre João e ao seu lado nosso querido Seu Júlio. Naquele dia me senti a pessoa mais honrada do mundo, foi uma emoção e ao mesmo tempo sabia que seria um compromisso permanente. Ser ministro não é só na hora da missa, ser ministro é ser exemplo para toda uma comunidade e também sociedade. Exerci meu chamado em muitos lugares e também com alguns padres diferentes e isso me fez entender as pequeninas diferenças de região e ao mesmo tempo entender por inteiro a liturgia, sinto que não só entendia e sim vivia a liturgia e ainda vivo.
Sou grata por Deus ter colocado em minha vida os ministros que junto começaram comigo e por algum motivo já se afastaram, pelos ministros que continuam na caminhada e por aqueles que entraram depois de mim. Agradeço a Deus por ter colocado cada um deles nesse ministério e peço para que eles consigam viver suas vidas de uma forma santa.
Também grata a todos os padres , missionários, irmãs e ministros que oraram por mim nos momentos de dificuldades. Essas orações me fortaleceram muito.
Não quero citar nomes pois corro o risco de ser injusta e esquecer de alguém, muitas vezes a cabeça falha,mas saibam que meu coração não falha e cada uma dessas pessoas estão acomodados dentro dele.
Muitas vezes comecei  a escrever, já faz meses que tento e não tinha conseguido, talvez seja  a dor da despedida. Quando fui convidada a ser ministra recebi uma carta bem  elaborada (coisa de Padre João) que contia algumas exigências para ser ministro e essas nunca saíram da minha cabeça. Entre elas: a boa saúde, vida em comunidade, formação contínua e disponibilidade de tempo do ministro, coisa que hoje sei que não me enquadro mais.
Essa minha despedida não é opção e sim aceitação. Durante meses e meses estava na esperança que meu quadro de saúde se revertesse, no entanto isso não aconteceu, pelo contrário, me impossibilitando de continuar no ministério.
Sempre ajudei as pessoas conhecidas ou não, fazia visitas em hospital, fui voluntarias em muitos lugares carentes, enfim sempre me coloquei a disposição, sempre me doei e hoje sei que Deus me colocou num lugar para dar oportunidade para ficar em outra posição , a de ser ajudada e isso muitas vezes não é nada fácil, mas sei que se Deus permitiu isso foi para que crescesse mais espiritualmente.
Apesar de um pouquinho triste pela minha impossibilidade de servir (ministrar), tenho certeza que sou instrumento de Deus, e se estou passando por isso tem um propósito.
Uma coisa quero deixar bem claro, não estou deixando de participar da Igreja Sagrada Face, apesar deu morar longe e foi  nesta comunidade que tive meu crescimento espiritual e sou muito grata a tudo e todos. Hoje a Sagrada Face faz parte do meu ser.
Agradeço novamente o carinho de todos e desejo que Jesus e Maria permaneçam no coração de cada um de vocês.
Deus provê, Deus proverá e sua misericórdia não faltará. 

Márcia Pitelli